CLINICAND

DELEUZE, GUATTARI E MARX: ENTREVISTA COM ISABELLE GARO E ANNE SAUVAGNARGUES

Como vocês descreveriam a relação de Deleuze com Marx e com o marxismo antes do seu encontro com Guattari? Isabelle Garo (I. G.) : O jovem Deleuze nunca esteve interessado por qualquer tipo de engajamento militante. Ele se revela, desde sua primeira juventude, um teórico precoce e ambicioso, apaixonado e logo decepcionado por Sartre, leitor fervente […]

GUATTARI/KOGAWA: RÁDIO LIVRE. AUTONOMIA. JAPÃO [CONVERSA COM OS TRADUTORES]

\”Uma centelha mística é criada do encontro, de um inteiro afeto da palavra no escambo de outra, tecendo o corpo de algo que vai ao nosso encontro, uma onda magnética dos tempos que investe contra nosso corpo, o perpassando na gênese da matéria: a palavra. Uma fissura se abre no mundo – ou sempre esteve […]

IMAGEM-ACONTECIMENTO, O SABER-DO-CORPO E O PSICANALISMO – por Hélia Borges

Este artigo pretende realizar uma crítica a uma psicanálise que se sustenta em uma lógica binária, fálico/castrada, reduzida ao discurso, buscando recuperar nos conceitos freudianos a força transgressiva que caracterizava a psicanálise em seus começos. Para tal, empreende-se uma trajetória pela ideia de imagem sem representação discutida por Didi-Huberman em suas considerações sobre as proposições […]

MULHERES FILÓSOFAS NA HISTÓRIA – Ingeborg Gleichauf [PDF livro]

A história da filosofia é sempre lembrada pela história dos filósofos. As universidades ainda sustentam esse poder patriarcal, não desconsiderando o trabalho dos filósofos, mas onde estavam as filósofas? Não filosofavam? Doce ilusão do machismo.  A filósofa Ingeborg Gleichauf, em sua obra MULHERES FILÓSOFAS NA HISTÓRIA, faz uma belíssima cartografia das mulheres na história da […]

CAPITALISMO E ESQUIZOFRENIA: Entrevista com Deleuze e Guattari (1972)

Vittorio Marchetti: O Anti-Édipo tem como subtítulo Capitalismo e esquizofrenia. Qual é a razão disso? Vocês partiram de quais ideias fundamentais? Gilles Deleuze: A ideia fundamental talvez seja a seguinte: o inconsciente “produz”. Dizer que ele produz significa que é preciso parar de tratá-lo, como se fez até então, como uma espécie de teatro onde […]

FÉLIX GUATTARI E JEAN OURY: CLÍNICA LA BORDE (1986) [VÍDEO]

Este vídeo trata-se do trecho de uma entrevista realizada em 19 de setembro de 1986 com Jean Oury e Félix Guattari sobre o trabalho realizado na clínica La Borde. Oury fala sobre sua chegada em La Borde, da noção de Coletivo e os paradoxos e obstáculos de organizar uma coletividade. Ele não deixa de mencionar […]

RITORNELOS E AFETOS EXISTENCIAIS – por Félix Guattari [Cartografias Esquizoanalíticas]

\”Se tenho medo de ladrões em meus sonhos, os ladrões, com certeza, são imaginários, mas o medo deles é real,” assinalava Freud em A interpretação dos sonhos¹. O conteúdo de uma mensagem onírica pode se transformar, maquiar, mutilar, mas não sua dimensão afetiva, seu componente tímico. O Afeto adere à subjetividade, de maneira ‘glischocárica’, retomando […]

AS RESISTÊNCIAS À PSICANÁLISE (1925) – por Sigmund FREUD

Um bebê que, nos braços da babá, desvia o rosto chorando, ao ver uma pessoa desconhecida; um religioso que inicia a nova estação com uma prece, e também saúda os primeiros frutos do ano com uma bênção; um camponês que se recusa a comprar uma foice que não tenha a marca familiar a seus pais […]

NÓS DIZEMOS REVOLUÇÃO – por Paul B. Preciado

Parece que os gurus da velha Europa se obstinam ultimamente a querer explicar aos ativistas dos movimentos Occupy, Indignados, handi-trans-gays-lésbicas-intersex e postporn que não poderemos fazer a revolução porque não temos uma ideologia. Eles dizem “uma ideologia” como minha mãe dizia “um marido”. Pois bem, não precisamos nem de ideologia nem de marido. As novas […]

Peter Pál Pelbart: Subjetividade e Subjetivações (2012)

Neste vídeo Peter Pál Pelbart nos fala brevemente sobre Subjetividade e Subjetivação. Observamos daqui através dos trabalhos de Félix Guattari, Jean Oury e tantas outras pessoas que inventaram outros mundos possíveis através de La Borde, a qual pode muito bem ser definida como um laboratório polifônico, um espaço de experimentação. Pelbart dialoga aqui com a […]