CLINICAND

IMAGEM-ACONTECIMENTO, O SABER-DO-CORPO E O PSICANALISMO – por Hélia Borges

Este artigo pretende realizar uma crítica a uma psicanálise que se sustenta em uma lógica binária, fálico/castrada, reduzida ao discurso, buscando recuperar nos conceitos freudianos a força transgressiva que caracterizava a psicanálise em seus começos. Para tal, empreende-se uma trajetória pela ideia de imagem sem representação discutida por Didi-Huberman em suas considerações sobre as proposições […]

MULHERES FILÓSOFAS NA HISTÓRIA – Ingeborg Gleichauf [PDF livro]

A história da filosofia é sempre lembrada pela história dos filósofos. As universidades ainda sustentam esse poder patriarcal, não desconsiderando o trabalho dos filósofos, mas onde estavam as filósofas? Não filosofavam? Doce ilusão do machismo.  A filósofa Ingeborg Gleichauf, em sua obra MULHERES FILÓSOFAS NA HISTÓRIA, faz uma belíssima cartografia das mulheres na história da […]

CAPITALISMO E ESQUIZOFRENIA: Entrevista com Deleuze e Guattari (1972)

Vittorio Marchetti: O Anti-Édipo tem como subtítulo Capitalismo e esquizofrenia. Qual é a razão disso? Vocês partiram de quais ideias fundamentais? Gilles Deleuze: A ideia fundamental talvez seja a seguinte: o inconsciente “produz”. Dizer que ele produz significa que é preciso parar de tratá-lo, como se fez até então, como uma espécie de teatro onde […]

FÉLIX GUATTARI E JEAN OURY: CLÍNICA LA BORDE (1986) [VÍDEO]

Este vídeo trata-se do trecho de uma entrevista realizada em 19 de setembro de 1986 com Jean Oury e Félix Guattari sobre o trabalho realizado na clínica La Borde. Oury fala sobre sua chegada em La Borde, da noção de Coletivo e os paradoxos e obstáculos de organizar uma coletividade. Ele não deixa de mencionar […]

RITORNELOS E AFETOS EXISTENCIAIS – por Félix Guattari [Cartografias Esquizoanalíticas]

\”Se tenho medo de ladrões em meus sonhos, os ladrões, com certeza, são imaginários, mas o medo deles é real,” assinalava Freud em A interpretação dos sonhos¹. O conteúdo de uma mensagem onírica pode se transformar, maquiar, mutilar, mas não sua dimensão afetiva, seu componente tímico. O Afeto adere à subjetividade, de maneira ‘glischocárica’, retomando […]

AS RESISTÊNCIAS À PSICANÁLISE (1925) – por Sigmund FREUD

Um bebê que, nos braços da babá, desvia o rosto chorando, ao ver uma pessoa desconhecida; um religioso que inicia a nova estação com uma prece, e também saúda os primeiros frutos do ano com uma bênção; um camponês que se recusa a comprar uma foice que não tenha a marca familiar a seus pais […]

NÓS DIZEMOS REVOLUÇÃO – por Paul B. Preciado

Parece que os gurus da velha Europa se obstinam ultimamente a querer explicar aos ativistas dos movimentos Occupy, Indignados, handi-trans-gays-lésbicas-intersex e postporn que não poderemos fazer a revolução porque não temos uma ideologia. Eles dizem “uma ideologia” como minha mãe dizia “um marido”. Pois bem, não precisamos nem de ideologia nem de marido. As novas […]

Peter Pál Pelbart: Subjetividade e Subjetivações (2012)

Neste vídeo Peter Pál Pelbart nos fala brevemente sobre Subjetividade e Subjetivação. Observamos daqui através dos trabalhos de Félix Guattari, Jean Oury e tantas outras pessoas que inventaram outros mundos possíveis através de La Borde, a qual pode muito bem ser definida como um laboratório polifônico, um espaço de experimentação. Pelbart dialoga aqui com a […]

FÉLIX GUATTARI: SOBRE A QUESTÃO DA DROGA (1985) [ENTREVISTA LEGENDADA]

  O que Félix Guattari pensa acerca da questão das drogas? Este teaser é apenas um recorte do vídeo de uma entrevista realizada em 1985 com Guattari, onde pensa, comenta e faz críticas sobre o que se entende por “droga” e suas diversas funções no mundo, trazendo referências e situações de trabalho na música e […]

VIDA E OBRA DE FÉLIX GUATTARI: É difícil dizer adeus: do anti-édipo à ecosofia – por Luis Alberto Warat

\”Lo único inmutable en el hombre es su vocación para lo mudable; por eso la revolución será permanente, contradictoria, imprevisible, o no será. Las revoluciones-coágulo, las revoluciones prefabricadas, contienen en sí su propria negación, el Aparato futuro\” Julio Cortázar (falando de maio de 68) I – A filoestética do desejo como filosofia Internamente comovido, tentarei […]