CLINICAND

AS RESISTÊNCIAS À PSICANÁLISE (1925) – por Sigmund FREUD

Um bebê que, nos braços da babá, desvia o rosto chorando, ao ver uma pessoa desconhecida; um religioso que inicia a nova estação com uma prece, e também saúda os primeiros frutos do ano com uma bênção; um camponês que se recusa a comprar uma foice que não tenha a marca familiar a seus pais […]

CAMINHOS DA TERAPIA PSICANALÍTICA – por Sigmund Freud (1919)

Caros colegas: Como sabem, nunca nos gabamos da completude e inteireza de nosso saber e de nossa capacidade; estamos prontos, agora não menos que antes, a admitir as imperfeições de nosso conhecimento, aprender novas coisas e mudar em nossos procedimentos o que puder ser melhorado. Agora que novamente nos reunimos, após anos de separação e […]

FÉLIX GUATTARI: ENTREVISTA SOBRE \”O ANTI-ÉDIPO\” (1987)

Em abril de 1987, Félix Guattari foi entrevistado por um canal de TV francesa para falar acerca de seu trabalho com Gilles Deleuze em “O Anti-Édipo” (1972) e a ruptura com a ortodoxia freudiana. Guattari nos lembra que muitos outros realizaram um deslocamento de um certo tipo de psicanálise, até mesmo Lacan. Enfatiza que não […]

MARIA RITA KEHL E ANTONIO LANCETTI ENTREVISTAM FÉLIX GUATTARI (1990)

Impossível definir Félix Guattari como pensador sem levar em conta a sua dimensão militante, já que para ele essas coisas não se separam: a reflexão e suas consequências práticas, o individual e o social, o público e o privado. Por isso mesmo, Guattari foi se transformando nessa espécie riquíssima (e hoje rara) de ser humano […]

Monique David-Ménard: DELEUZE ou FREUD/LACAN? – por Bento Prado Júnior

Resumo: Este texto foi escrito tendo em vista a apresentação de Repetir e inventar segundo Deleuze e segundo Freud, de Monique David-Ménard, à ocasião do I Encontro Nacional de Pesquisadores de Filosofia e Psicanálise.  Gostaria de dizer, inicialmente, como fiquei feliz ao saber que a tarefa de comentar a conferência de Monique David-Ménard me fora […]

REPETIR E INVENTAR SEGUNDO DELEUZE E SEGUNDO FREUD – por Monique David-Ménard

Resumo: Neste artigo, trata-se, por um lado, de compreender até que ponto a existência humana e o pensamento, naquilo que eles têm de inventivo, são feitos de sínteses disjuntivas. E qual tipo de repetição entre os elementos, ligados de maneira não casual, mas não sistemática, supõe esta síntese tão importante no pensamento de Gilles Deleuze. […]

Comentários sobre o gosto, a conversa e o passeio na Clínica – por Osvaldo Saidón

No país da psicose, não sou intérprete,mas sim explorador e cartógrafo.Polack, A íntima utopia. O lugar do comentarista ou do palestrante costuma estar vinculado ao do prefaciador, ou ao do posfaciador. Se por um lado o prefácio é dispensável, ao mesmo tempo é tão prepotente em consequências que, com ele, muitos leitores decidem se vale […]

PRAGMATISMO PULSIONAL: Clínica Psicanalítica – por João Perci Schiavon

Sooner murder an infant in its cradle than nurse unacted desires. He who desires but acts not, breeds pestilence. (William Blake)¹ Seria um exagero voltar ao conceito de pulsão, a fim de esclarecê–lo, como se ainda permanecesse obscuro? Mas ele permanece obscuro, e a psicanálise, seja no plano teórico ou no processo clínico, talvez não […]

1914 – UM SÓ OU VÁRIOS LOBOS? – por Gilles Deleuze e Félix Guattari

Naquele dia o Homem dos lobos saiu do divã particularmente cansado. Ele sabia que Freud tinha o talento de tangenciar a verdade, passando ao lado, para, depois, preencher o vazio com associações. Ele sabia que Freud não conhecia nada sobre lobos nem tampouco sobre ânus. Freud compreendia somente o que era um cachorro e a […]