CLINICAND

A RESPEITO DO CONCEITO DE POTÊNCIA NA PRÁTICA CLÍNICA: Leituras Deleuzianas – por Sonia Regina Vargas Mansano

Resumo: A presente pesquisa teórica buscou investigar como o conceito de “potência”, presente nos estudos de Gilles Deleuze, coopera para compreender a prática clínica, englobando tanto a experiência dos encontros quanto às variações de potência que eles produzem no corpo. Tais encontros poderão ganhar contornos decisivos quando, por intensificação, provocam abalos, dúvidas, novas conexões e/ou […]

O Abecedário de Gilles Deleuze (Transcrição + Vídeo Completo)

Em 4 de novembro de 1995 faleceu Gilles Deleuze, um dos filósofos mais importantes do nosso tempo! Sempre se recusou a participar de programas de televisão, mas era uma estrela que deslumbrava a todos que assistiam seus cursos – ainda nos encanta imensamente ler, ouvir e assistir Deleuze! O Youtube/Facebook e outras redes sociais tem […]

A crise do capitalismo como crise de subjetividade – por Eduardo Weinhardt Pires

Resumo: Em Signos, Máquinas, Subjetividades, Maurizio Lazzarato busca um novo entendimento do funcionamento do capitalismo e da crise pela qual este passa, acusando a maioria dos autores da teoria crítica contemporânea que se dedicaram ao tema de reféns de uma visão “logocêntrica”. O autor recupera ideias de Guattari para explicar o capitalismo neoliberal, com base […]

OS SINTOMAS SÃO PÁSSAROS QUE BATEM O BICO NA VIDRAÇA – POR ANNE SAUVAGNARGUES

Os lapsos, os atos falhos, os sintomas, são como pássaros, que vêm bater seus bicos no vidro da janela. Não se trata de “interpretá–los”. Trata–se, isto sim, de situar sua trajetória para ver se eles têm condições de servir de indicadores de novos universos de referência, os quais podem adquirir uma consistência suficiente para provocar […]

Maquinando Lacan: uma análise dos usos que Deleuze e Guattari fazem do ensino lacaniano em O Anti-Édipo – por Wagner Honorato Dutra e Luís Flávio Silva Couto

Maquinando Lacan: uma análise dos usos que Deleuze e Guattari fazem do ensino lacaniano em O Anti-Édipo – por Wagner Honorato Dutra e Luís Flávio Silva Couto RITMOS DE UMA ESCRITA RIZOFORME¹ A primeira referência a Lacan aparece na seção I.4.3 intitulada O real e a produção desejante: sínteses passivas. Deleuze e Guattari identificam no […]

Gilles Deleuze no cinema (1973) – Trechos selecionados com legenda em português

Gilles Deleuze no cinema (1973) Trechos selecionados com legenda em português [TRAD. Anderson SANTOS] Como era o imaginário da sociedade nos anos 1960/70 acerca do filósofo? Talvez a ideia que ainda se segue no senso comum: um sujeito trancafiado em uma biblioteca, fazendo centenas de questões sobre nosso universo? O filósofo, Gilles Deleuze (1925-1995), faz […]

POST-SCRIPTUM SOBRE AS SOCIEDADES DE CONTROLE – por Gilles Deleuze

I. HISTÓRICO Foucault situou as sociedades disciplinares nos séculos VIII e XIX; atingem seu apogeu no início do século XX. Elas procedem à organização dos grandes meios de confinamento. O indivíduo não cessa de passar de um espaço fechado a outro, cada um com suas leis: primeiro a família, depois a escola (\”você não está […]

Gilles Deleuze ENTREVISTA a Toni Negri (1990)

Toni Negri (T.N.): Em sua vida intelectual parece que o problema do político sempre esteve presente. A participação nos movimentos (prisões, homossexuais, autonomia italiana, palestinos), por um lado, e a problematização constante das instituições, por outro, se sucedem e se entremeiam em sua obra, desde o livro sobre Hume até esse sobre Foucault. De onde […]

GILLES DELEUZE: O ANTI-ÉDIPO E OUTRAS REFLEXÕES [AULA – 1980]

O texto corresponde à primeira parte de uma aula intitulada O Anti-Édipo e outras Reflexões [Anti-oedipe et autres reflexions], ministrada por Gilles Deleuze (1925-1995), de maio a junho de 1980, em Vincennes. Esta aula foi dividida em três partes (27 de maio de 1980). Abaixo a tradução das duas primeiras partes, por Leonardo Francisco Amaral […]

MAIO DE 68 NÃO OCORREU – por Gilles Deleuze & Félix Guattari

Nos fenômenos históricos, como a Revolução de 1789, a Comuna, a Revolução de 1917, há sempre uma parte de acontecimento, irredutível aos determinismos sociais, às séries causais. Os historiadores não gostam muito desse aspecto: eles restauram causalidades retrospectivamente. Mas o próprio acontecimento está deslocado ou em ruptura com as causalidades: é uma bifurcação, um desvio […]