MÁQUINA LITERÁRIA: GRUPO ONLINE
A partir da sua leitura de Maurice Blanchot, o filósofo Gilles Deleuze afirma, em sua obra Crítica e Clínica (1993), que “a literatura só começa quando nasce em nós uma terceira pessoa que nos destitui do poder de dizer Eu”. Atravessados por diversas literaturas nos distanciamos dos fantasmas que criam rostos possessivos e pessoais, descobrimos em […]
ESQUIZOANÁLISE: Trabalho analítico e processos psicóticos – por Jean–Claude Polack e Danielle Sivadon
Introdução Neste século de todas as loucuras, por que ainda falar da psicose, esse fragmento de espelho que cada um carrega com grande esforço para que lhe sejam menos estranhas suas próprias rupturas e as das sociedades que acreditou compreender? Viemos de infâncias paralelas, ignorantes uma da outra. Ele, judeu. Cidades cada vez mais latinas […]
Peter Pál Pelbart e La Deleuziana: Conversa sobre Esquizoanálise
La Deleuziana: Gostaria de saber em que medida você se reconhece na esquizoanálise, qual lugar ela ocupa e, portanto, o que é a esquizoanálise para você? Quando você fala de esquizoanálise, você se refere normalmente à sua participação no teatro Ueinzz, mas você fala raramente do lugar que ela ocupa em seus livros. Peter Pál […]
Comentários sobre o gosto, a conversa e o passeio na Clínica – por Osvaldo Saidón
No país da psicose, não sou intérprete,mas sim explorador e cartógrafo.Polack, A íntima utopia. O lugar do comentarista ou do palestrante costuma estar vinculado ao do prefaciador, ou ao do posfaciador. Se por um lado o prefácio é dispensável, ao mesmo tempo é tão prepotente em consequências que, com ele, muitos leitores decidem se vale […]
PRAGMATISMO PULSIONAL: Clínica Psicanalítica – por João Perci Schiavon
Sooner murder an infant in its cradle than nurse unacted desires. He who desires but acts not, breeds pestilence. (William Blake)¹ Seria um exagero voltar ao conceito de pulsão, a fim de esclarecê–lo, como se ainda permanecesse obscuro? Mas ele permanece obscuro, e a psicanálise, seja no plano teórico ou no processo clínico, talvez não […]
1914 – UM SÓ OU VÁRIOS LOBOS? – por Gilles Deleuze e Félix Guattari
Naquele dia o Homem dos lobos saiu do divã particularmente cansado. Ele sabia que Freud tinha o talento de tangenciar a verdade, passando ao lado, para, depois, preencher o vazio com associações. Ele sabia que Freud não conhecia nada sobre lobos nem tampouco sobre ânus. Freud compreendia somente o que era um cachorro e a […]
DELEUZE E GUATTARI: ENTREVISTA SOBRE O ANTI-ÉDIPO (1973) – Parte 2
A parte dois, trata-se do segundo encontro entre Raymond Bellour, Gilles Deleuze e Félix Guattari. Uma entrevista excepcional. A parte um encontra-se disponível no site (Clique aqui para acessar – Parte 1). Bellour: A partir do momento em que os problemas de falta são, senão resolvidos, pelo menos clarificados pela maneira com que foram postos […]
Deleuze e Guattari: vida e obra – por Gregório Baremblitt e Roberta Romagnoli
ROBERTA ROMAGNOLI Roberta Romagnoli, é professora adjunto da PUC-MG, atuou como professora convidada na Universitè de Limoges (França), lecionando no mestrado e realizou pós-doutorado em Análise Institucional pela Universitè Cergy-Pontoise (França), apresenta nesta entrevista um \”panorama geral\” da obra de Deleuze e Guattari. GREGÓRIO BAREMBLITT O psiquiatra Gregório Baremblitt, um dos maiores pensadores e disseminadores […]
LACAN, DELEUZE E GUATTARI: ESCRITAS QUE SE FALAM – por Analice de Lima Palombini
O presente artigo busca estabelecer as balizas para um trabalho de aproximação entre o pensamento de Lacan e o de Deleuze-Guattari, acompanhando as reverberações do que escrevem Deleuze e Guattari no texto lacaniano, e vice-versa, como escritas que se falam. A pesquisa considera que o debate mantido entre esses autores − mesmo quando não explicitado […]
A Escrita Rizomática – por Daniel Lins
O rizoma faz o múltiplo, mais do que o anuncia. O fracasso de uma biologia que não fosse molecular, segundo Félix Guattari, em seu livro Revolução molecular, poderia encontrar na botânica os princípios de um rizomorfismo. [1] Em outras palavras, simultaneamente conexões, heterogeneidades, multiplicidades e assignificâncias, o rizoma em sua orfandade radical desenha uma literatura […]