A VIRADA DESCOLONIAL DA PSICOSE: FRANTZ FANON, INVENTOR DA ESQUIZOANÁLISE – por Guillaume Sibertin‑Blanc
A obra do psiquiatra e militante Frantz Fanon é reconhecida hoje, merecidamente, como uma contribuição pioneira à análise do papel fundamental desempenhado pela dominação colonial na formação do discurso psicopatalógico europeu. Ela é, ao mesmo tempo, uma reflexão contínua sobre a parte tomada pelo “saber‑poder” psiquiátrico, por meio de seu misto de positivismo neurobiológico, de […]
Gilles Deleuze: Uma Vida – por Silvio Gallo
Gilles Deleuze: Uma Vida – por Silvio Gallo O que é a imanência? uma vida… Ninguém melhor que Dickens narrou o que é uma vida, ao considerar o artigo indefinido como índice do transcendental. Um canalha, um mal sujeito, desprezado por todos, está para morrer e eis que aqueles que cuidam dele manifestam uma […]
HISTÓRIA DA TECNOSSEXUALIDADE – por Paul B. Preciado
A descontinuidade da história, do corpo, do poder: Foucault descreve as transformações da sociedade europeia do final do século XVIII, a partir do que ele chama de uma \”uma sociedade soberana\” para uma \”sociedade disciplinadora\”, o que vê como o deslocamento de uma forma de poder que decide e ritualiza a morte para uma nova […]
A subjetividade como produto: a máquina capitalística e a axiomatização dos fluxos – por Esquizografias
O produto mais importante da máquina capitalística é a subjetividade Diferentemente do que pensam muitos, o produto mais relevante das máquinas capitalísticas não é o capital e sim a subjetividade. De já, é preciso demarcar que a concepção de subjetividade adotada aqui é pensada por autores como Foucault, Deleuze e Guattari que recusam todas noções […]
Esquizoanálise: Clínica e Subjetividade – por Sandra Lourenço Corrêa
Esquizoanálise: Clínica e Subjetividade – por Sandra Lourenço Corrêa O artigo pretende pensar a subjetividade como processo constituído por múltiplas linhas de possibilidades de existência, típicas do devir, que pela experimentação pode produzir processos de singularização. A esquizoanálise recusa qualquer lógica binária, dualística ou identitária da noção de subjetividade, compreendendo que esses aspectos correspondem a […]
OS SINTOMAS SÃO PÁSSAROS QUE BATEM O BICO NA VIDRAÇA – POR ANNE SAUVAGNARGUES
Os lapsos, os atos falhos, os sintomas, são como pássaros, que vêm bater seus bicos no vidro da janela. Não se trata de “interpretá–los”. Trata–se, isto sim, de situar sua trajetória para ver se eles têm condições de servir de indicadores de novos universos de referência, os quais podem adquirir uma consistência suficiente para provocar […]
DA TRANSFERÊNCIA AO PARADIGMA ESTÉTICO: UMA CONVERSA ENTRE FÉLIX GUATTARI E BRACHA ETTINGER
Entre 1986 e 1988, traduzi para o hebraico alguns textos de Jacques Lacan. Acompanhei essas traduções com uma série de artigos sobre o desenvolvimento de sua teoria e as mudanças que ele inspirou em associações psicanalíticas na França, no início da década de 1950. Levando adiante essa série de artigos, entrevistei vários psicanalistas sobre o […]
Maquinando Lacan: uma análise dos usos que Deleuze e Guattari fazem do ensino lacaniano em O Anti-Édipo – por Wagner Honorato Dutra e Luís Flávio Silva Couto
Maquinando Lacan: uma análise dos usos que Deleuze e Guattari fazem do ensino lacaniano em O Anti-Édipo – por Wagner Honorato Dutra e Luís Flávio Silva Couto RITMOS DE UMA ESCRITA RIZOFORME¹ A primeira referência a Lacan aparece na seção I.4.3 intitulada O real e a produção desejante: sínteses passivas. Deleuze e Guattari identificam no […]
GILLES DELEUZE: O ANTI-ÉDIPO E OUTRAS REFLEXÕES [AULA – 1980]
O texto corresponde à primeira parte de uma aula intitulada O Anti-Édipo e outras Reflexões [Anti-oedipe et autres reflexions], ministrada por Gilles Deleuze (1925-1995), de maio a junho de 1980, em Vincennes. Esta aula foi dividida em três partes (27 de maio de 1980). Abaixo a tradução das duas primeiras partes, por Leonardo Francisco Amaral […]
MAIO DE 68 NÃO OCORREU – por Gilles Deleuze & Félix Guattari
Nos fenômenos históricos, como a Revolução de 1789, a Comuna, a Revolução de 1917, há sempre uma parte de acontecimento, irredutível aos determinismos sociais, às séries causais. Os historiadores não gostam muito desse aspecto: eles restauram causalidades retrospectivamente. Mas o próprio acontecimento está deslocado ou em ruptura com as causalidades: é uma bifurcação, um desvio […]