DELEUZE, GUATTARI E MARX: ENTREVISTA COM ISABELLE GARO E ANNE SAUVAGNARGUES
Como vocês descreveriam a relação de Deleuze com Marx e com o marxismo antes do seu encontro com Guattari? Isabelle Garo (I. G.) : O jovem Deleuze nunca esteve interessado por qualquer tipo de engajamento militante. Ele se revela, desde sua primeira juventude, um teórico precoce e ambicioso, apaixonado e logo decepcionado por Sartre, leitor fervente […]
DELEUZE E GUATTARI: Anti-Édipo e Mil Platôs – CURSO ONLINE E GRATUITO (25 aulas)
A Esquizoanálise é nossa caixa de ferramentas, foi desenvolvida pelo filósofo Gilles Deleuze e pelo psicanalista Félix Guattari, em suas obras \”O Anti-Édipo\” (1972) e Mil Platôs\” (1980). As aulas abaixo são três cursos acerca destas obras fundamentais ao nosso trabalho na clínica e em múltiplas instituições da qual fazemos parte. Os cursos foram ministrados […]
HEGEL E MARX: CONVERGÊNCIAS E DIVERGÊNCIAS SOBRE O CONHECIMENTO
Quais são as convergências e divergências sobre o conhecimento em HEGEL (1770-1831), idealista, e MARX (1818-1883), materialista? Este texto se trata de uma breve discussão acerca desta problemática. Sabemos que em Hegel o conhecimento deve ser produzido através de uma produção dialética. A lógica dialética, básicamente é aquela onde considera-se que os opostos não se […]
Rasgar o caos: a filosofia como criação de conceitos – por Silvio Gallo
Rasgar o caos: a filosofia como criação de conceitos – por Silvio Gallo Em 1991 Deleuze publicou sua última grande obra, novamente escrita em parceria com Guattari. Trata-se de O que é a filosofia? Nesta densa obra, dedicam-se a pensar aquilo que, afirmam, só pode ser respondido na velhice, mesmo que a questão tenha sido […]
Michel Foucault em entrevista com C. Bonnefoy: O HOMEM ESTÁ MORTO? [1966]
[… primeiro pedimos a Michel Foucault que definisse o lugar exato e a significação do humanismo em nossa cultura.] Foucault: Cremos que o humanismo é uma noção muito antiga que remonta a Montaigne e bem mais além. Ora, a palavra \”humanismo\” não existe nos Ensaios. Na verdade, com essa tentação da ilusão retrospectiva à qual […]
Para-que-serve-o-nosso-saber? – por Esquizografias
Para que serve o seu saber? Para quem serve o seu saber-poder? Você tem resistido às suas amarras egóicas do suposto-saber? Questionamentos muito caros, um pouco raros, sobretudo no contexto da biopolítica contemporânea que vivemos. Onde viver denota um sobreviver, uma sub-vida que se repete em massa como forma maior dos interesses do enfraquecimento da […]
Esquizoanálise: Clínica e Subjetividade – por Sandra Lourenço Corrêa
Esquizoanálise: Clínica e Subjetividade – por Sandra Lourenço Corrêa O artigo pretende pensar a subjetividade como processo constituído por múltiplas linhas de possibilidades de existência, típicas do devir, que pela experimentação pode produzir processos de singularização. A esquizoanálise recusa qualquer lógica binária, dualística ou identitária da noção de subjetividade, compreendendo que esses aspectos correspondem a […]
OS SINTOMAS SÃO PÁSSAROS QUE BATEM O BICO NA VIDRAÇA – POR ANNE SAUVAGNARGUES
Os lapsos, os atos falhos, os sintomas, são como pássaros, que vêm bater seus bicos no vidro da janela. Não se trata de “interpretá–los”. Trata–se, isto sim, de situar sua trajetória para ver se eles têm condições de servir de indicadores de novos universos de referência, os quais podem adquirir uma consistência suficiente para provocar […]
Gilles Deleuze ENTREVISTA a Toni Negri (1990)
Toni Negri (T.N.): Em sua vida intelectual parece que o problema do político sempre esteve presente. A participação nos movimentos (prisões, homossexuais, autonomia italiana, palestinos), por um lado, e a problematização constante das instituições, por outro, se sucedem e se entremeiam em sua obra, desde o livro sobre Hume até esse sobre Foucault. De onde […]
O ANTI-ÉDIPO: UMA INTRODUÇÃO À VIDA NÃO FASCISTA – Michel Foucault
Entre os anos 1945 e 1965 (penso na Europa), havia certa maneira correta de pensar, certo estilo de discurso político, certa ética do intelectual. Era preciso ser íntimo de Marx, não deixar os sonhos vagarem longe demais de Freud, e tratar os sistemas de signos – o significante – com o maior respeito. Tais eram […]