TODO CORAÇÃO É UMA CÉLULA REVOLUCIONÁRIA
Eis aqui uma máquina-órgão que pulsa-vida, que se liga-ao-corpo, se liga-a-outra-vida e que também nos dá existência. É também linha em fluxos que bombeia, se desterritorializa e reterritorializa por todo o corpo. Vive se entre-la(n)çando e produz-indo conexões em outros LugARES. É invisível a nossa máquina de ver. Mas é visível a nossa máquina […]
MUDE
MudeMas comece devagar,porque a direção é mais importanteque a velocidade.Sente-se em outra cadeira,no outro lado da mesa.Mais tarde, mude de mesa.Quando sair,procure andar pelo outro lado da rua.Depois, mude de caminho,ande por outras ruas,calmamente,observando com atençãoos lugares por onde você passa.Tome outros ônibus.Mude por uns tempos o estilo das roupas.Dê os teus sapatos velhos.Procure andar […]
O que me T.O.C.a?
O QUE ME T.O.C.a ? O que me T.O.C.a me sufoca, pois não tem minha permissão. Faz barulho em minha mente… Acelera o cor-ação. Falta ar para comple(men)tar minha v-ida e pulsão. Desejo dar um basta em toda repetição. Desejo-revolucionário: Viva-revolução! _________________________________________________ Poema escrito em 2017.
ANGUSTIADA
ANGUSTIADA Outrora desejou sair e se encontrar mundo-a-fora com sua liberdade. Em meio ao jogo de ambiguidade despertava: sua angustia. (R)enunciava com-valentia e sem-garantia O que estava por vir. …Ânsia de In.completude? Era: Vo(mi)to de A.ti.tude… À ti toda busca se tra(ta)va sobre o ato de trans-for-mar… Um se (a)firmar nas ondas do sen-ti-mento. Agora: […]
Poema de Vladimir Maiakóvski – E NO ENTANTO [Trad. Augusto de Campos]
A rua se arruína como o nariz de um sifilítico. O rio é só volúpia que escorre em saliva. Com sua roupa branca à mostra até o talo mais raquítico, os jardins afundam em luxúria viva. Saio para a praça, um quarteirão de fogo grassa em minha cabeça como uma peruca ruiva. As pessoas têm […]
Poema de Arthur Rimbaud \”A ETERNIDADE\” e Comentários do Tradutor
A ETERNIDADE¹ Achada, é verdade? Quem? – A Eternidade É o mar que se evade Com o sol à tarde. Alma sentinela Murmura teu rogo De noite tão nula E um dia de fogo. A humanos sufrágios, E impulsos comuns Que então te avantajes E voes segundo… Pois que apenas delas, […]
Poema de Jacques LACAN: Hiatus Irrationalis
HIATUS IRRATIONALIS, poema de Jacques Lacan Coisas, que corram em vós o suor ou a seiva, Formas, que nascidas sejam da forja ou do sangue, Vossa torrente não é mais densa que meu sonho;E, se não os oprimo com um desejo incessante Atravesso vossa água, desabo na areia, onde me atrai o peso do meu […]