CLINICAND

As antíteses congraçam – poema de Manoel de Barros

Sei que fazer o inconexo aclara as loucuras.Sou formado em desencontros.A sensatez me absurda.Os delírios verbais me terapeutam.*Posso dar alegria ao esgoto (palavra aceita tudo).(E sei de Baudelaire que passou muitos meses tenso porque não encontrava um título para os seus poemas. Um título que harmonizasse os seus conflitos. Até que apareceu Flores do mal. A […]

REPENSO O MUNDO – poema de Wislawa Szymborska [Trad. Regina Przybycien]

Repenso o mundo, segunda edição,segunda edição corrigida,aos idiotas o riso,aos tristes o pranto,aos carecas o pente,aos cães botas. Eis um capítulo:A Fala dos Bichos e das Plantas,com um glossário própriopara cada espécie.Mesmo um simples bom-diatrocado com um peixe,a ti, ao peixe, a todosna vida fortalece. Essa há muito pressentida,de súbito revelada,improvisação da mata.Essa épica das […]

Para devir, é preciso desrostificar – por Esquizografias

Para devir, é preciso desrostificarTer sua identidade dilacerada em nome de uma multipliSIdadeHabitar uma zona de indiscernibilidade entre dentro-fora, eu-outro, individual-coletivoFazer do corpo uma vizinhança com os outramentos molecularesÀs vezes é preciso destruir o que nos aprisiona à ilusão do EUÀs vezes é preciso abrir os poros às ventaniações que os encontros produzemFazer da multipliSIdade […]

O que me T.O.C.a?

O QUE ME T.O.C.a ? O que me T.O.C.a me sufoca, pois não tem minha permissão. Faz barulho em minha mente… Acelera o cor-ação. Falta ar para comple(men)tar minha v-ida e pulsão. Desejo dar um basta em toda repetição. Desejo-revolucionário: Viva-revolução! _________________________________________________ Poema escrito em 2017.

ANGUSTIADA

ANGUSTIADA Outrora desejou sair e se encontrar mundo-a-fora com sua liberdade. Em meio ao jogo de ambiguidade despertava: sua angustia. (R)enunciava com-valentia e sem-garantia O que estava por vir. …Ânsia de In.completude? Era: Vo(mi)to de A.ti.tude… À ti toda busca se tra(ta)va sobre o ato de trans-for-mar… Um se (a)firmar nas ondas do sen-ti-mento. Agora: […]

Poema de Jacques LACAN: Hiatus Irrationalis

HIATUS IRRATIONALIS, poema de Jacques Lacan Coisas, que corram em vós o suor ou a seiva, Formas, que nascidas sejam da forja ou do sangue, Vossa torrente não é mais densa que meu sonho;E, se não os oprimo com um desejo incessante Atravesso vossa água, desabo na areia, onde me atrai o peso do meu […]