NÓS DIZEMOS REVOLUÇÃO – por Paul B. Preciado
Parece que os gurus da velha Europa se obstinam ultimamente a querer explicar aos ativistas dos movimentos Occupy, Indignados, handi-trans-gays-lésbicas-intersex e postporn que não poderemos fazer a revolução porque não temos uma ideologia. Eles dizem “uma ideologia” como minha mãe dizia “um marido”. Pois bem, não precisamos nem de ideologia nem de marido. As novas […]
O PODER na clínica e a POTÊNCIA da clínica psi – por Esquizografias
Uma das maiores e mais relevantes contribuições de Michel Foucault foi modificar o conceito de poder do campo da forma, da representação, da instituição para o nível das relações de forças. Inclusive aprendemos com os institucionalistas que uma instituição ao invés dessa concepção estrutural, do lugar físico, é uma relação/contradição de forças, normas, lógicas, discursos, afetos […]
Não há clínica\’s esquizo que visem produzir autoconhecimento, ou busca de si-mesmo – por Esquizografias
Não há de forma alguma nas clínicas esquizo a lógica do buscar a si mesmo, como se vê no marketing das clínicas psi. Não há um Eu perdido a ser encontrado, na lógica de uma congruência, de uma autenticidade, como dizem os humanistas ou quaisquer clínicas da identidade. A identidade sequer existe tal qual é […]
Para-que-serve-o-nosso-saber? – por Esquizografias
Para que serve o seu saber? Para quem serve o seu saber-poder? Você tem resistido às suas amarras egóicas do suposto-saber? Questionamentos muito caros, um pouco raros, sobretudo no contexto da biopolítica contemporânea que vivemos. Onde viver denota um sobreviver, uma sub-vida que se repete em massa como forma maior dos interesses do enfraquecimento da […]
A RESPEITO DO CONCEITO DE POTÊNCIA NA PRÁTICA CLÍNICA: Leituras Deleuzianas – por Sonia Regina Vargas Mansano
Resumo: A presente pesquisa teórica buscou investigar como o conceito de “potência”, presente nos estudos de Gilles Deleuze, coopera para compreender a prática clínica, englobando tanto a experiência dos encontros quanto às variações de potência que eles produzem no corpo. Tais encontros poderão ganhar contornos decisivos quando, por intensificação, provocam abalos, dúvidas, novas conexões e/ou […]
A subjetividade como produto: a máquina capitalística e a axiomatização dos fluxos – por Esquizografias
O produto mais importante da máquina capitalística é a subjetividade Diferentemente do que pensam muitos, o produto mais relevante das máquinas capitalísticas não é o capital e sim a subjetividade. De já, é preciso demarcar que a concepção de subjetividade adotada aqui é pensada por autores como Foucault, Deleuze e Guattari que recusam todas noções […]