CLINICAND

Comentários sobre o gosto, a conversa e o passeio na Clínica – por Osvaldo Saidón

No país da psicose, não sou intérprete,mas sim explorador e cartógrafo.Polack, A íntima utopia. O lugar do comentarista ou do palestrante costuma estar vinculado ao do prefaciador, ou ao do posfaciador. Se por um lado o prefácio é dispensável, ao mesmo tempo é tão prepotente em consequências que, com ele, muitos leitores decidem se vale […]

1914 – UM SÓ OU VÁRIOS LOBOS? – por Gilles Deleuze e Félix Guattari

Naquele dia o Homem dos lobos saiu do divã particularmente cansado. Ele sabia que Freud tinha o talento de tangenciar a verdade, passando ao lado, para, depois, preencher o vazio com associações. Ele sabia que Freud não conhecia nada sobre lobos nem tampouco sobre ânus. Freud compreendia somente o que era um cachorro e a […]

A VIRADA DESCOLONIAL DA PSICOSE: FRANTZ FANON, INVENTOR DA ESQUIZOANÁLISE – por Guillaume Sibertin­‑Blanc

A obra do psiquiatra e militante Frantz Fanon é reconhecida hoje, merecidamente, como uma contribuição pioneira à análise do papel fundamental desempenhado pela dominação colonial na formação do discurso psicopatalógico europeu. Ela é, ao mesmo tempo, uma reflexão contínua sobre a parte tomada pelo “saber­‑poder” psiquiátrico, por meio de seu misto de positivismo neurobiológico, de […]