Poema de Vladimir Maiakóvski – E NO ENTANTO [Trad. Augusto de Campos]
A rua se arruína como o nariz de um sifilítico. O rio é só volúpia que escorre em saliva. Com sua roupa branca à mostra até o talo mais raquítico, os jardins afundam em luxúria viva. Saio para a praça, um quarteirão de fogo grassa em minha cabeça como uma peruca ruiva. As pessoas têm […]