TOSQUELLES E LACAN

Tosquelles e Lacan
Tosquelles e Lacan, 1958.

Na imagem: François Tosquelles e Jacques Lacan na 4ª Conferência Internacional de Psicoterapia, em Barcelona, no início de setembro de 1958. Lacan proferiu uma palestra intitulada “La psychanalyse vraie et la fausse” [A verdadeira e a falsa psicanálise], texto escrito em junho daquele ano e publicado em 1992 na revista Freudiana.

No livro “Uma política da loucura e outros textos – François Tosquelles” (ed. sobinfluencia e ubu ), no texto “Tosquelles por ele mesmo” há alguns relatos do próprio Tosquelles acerca de sua relação com o trabalho de Lacan. Vocês também irão encontrar outras menções a Lacan e sua teoria nos textos “A Guerra Civil Espanhola”, “Política e Psiquiatria” e “O que se deve entender por psicoterapia institucional?”.

No seminário 15 de Lacan, vocês encontrarão intervenções de Tosquelles, Jean Oury e Félix Guattari, porém apenas na versão original disponibilizada no site Staferla.

Apesar de apreciar a luta de Lacan contra a onipotência do “eu” e seus quatro conceitos fundamentais da psicanálise, Tosquelles não tinha interesse em fazer parte de sua escola, pois duvidava de muitos aspectos enfatizados em seu ensino.

Após a derrota dos republicanos na Espanha, Tosquelles e milhares de pessoas cruzaram os Pirineus para se refugiar na França. Duas obras o acompanharam nessa travessia:

“Da psicose paranoica em suas relações com a personalidade” (1932), de Lacan, e

“Pour une thérapeutique plus active à l’hôpital psychiatrique” (1929), de Hermann Simon, em que o autor defende que é preciso cuidar da instituição tanto quanto dos pacientes, e que esse trabalho é uma criação comunitária, ideal que posteriormente se tornaria uma das peças fundamentais da psicoterapia institucional.

Tosquelles utilizava essas duas obras na formação dos novos profissionais desde a sua atuação no Instituto Pere Mata.

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